
Os contos infantis trazem grande sabedoria, aguçam a curiosidade e despertam a imaginação!
Lembram aqueles momentos em que nossas mães, tias ou avós, abrem sua gaveta das histórias guardadas e distraem os filhos, netos, sobrinhos com os mais diversos contos que enchem a vida de alegria. Ou mesmo quando reunidos numa noite apenas à luz de velas ou lamparinas, fazem o que mais sabem: contar histórias.
Os contos infantis tem essa direção, de nos fazer viajar na imaginação ao lado somente de uma “vela acesa”. Da escuridão da noite e de muita criatividade. E quantos poderes tem uma vela acesa!!!!
Que tal dois contos?
A LENDA DO TEATRO DE SOMBRAS, conta sobre um imperador famoso da China, que prezava as artes e a dança. Uma de suas bailarinas lhe chamava a atenção. Sua dança para ele, lembrava o pulsar do coração.

Um dia ela partiu dessa vida e o imperador Wu’Ti lamentou sua sina. Assim ele ordenou ao mago da corte que a trouxesse de volta. O mago, sabendo que era impossível, mas sobe a pena de ter a cabeça cortada, num dia em que estava sob a luz das velas, teve uma ideia. Descobriu sua sombra na parede e pensou que era assim que “traria” a bailarina do Imperador.

Trabalhou com destreza na criação da bailarina. Então, no dia da apresentação ao rei, detrás de uma cortina, com a ajuda da luz do sol e ao som da flauta, a bailarina dançou novamente.

Feliz, o rei lhe deu um presente: O Teatro de Sombras!
“O mundo ainda celebra
A arte que se fez eterna,
Porque é, a um só tempo,
Tão antiga e tão moderna.”
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Marco Aurélio escreveu todo esse belo conto em forma de poesia, que traz imagens lindas do ilustrador Fernando Vilela, o que torna esse conto mais especial ainda! Vilela, adora teatro de sombras e a arte tradicional chinesa e japonesa. Ele usou pincel chinês, tinta nanquim, carimbos de borracha feitos por ele, papel artesanal e claro, digitalização.
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Livro: A lenda do Teatro de Sombras
Autor: Marco Aurélio
Ilustrador: Fernando Vilela
Editora: Paulinas
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O autor Sunny, sempre foi amante e bom ouvinte de boas histórias, contadas por sua doce mãe que o guiou através desse mundo mágico dos contos.
Nesse, ele busca resgatar uma das histórias que fez parte da sua infância no interior da Nigéria: “lembro-me do cheiro e do sabor de diversas iguarias que eram oferecidas espontaneamente à porta das casas da redondeza. Nessa época, ganhávamos roupas e sapatos.”
O Natal de Nkem conta a história que se passa no reino de Bororo. Seu avô, de quem ele sempre ouvia belas histórias, estava à beira de um leito, doente. Seu pai morrera lutando na guerra. Nkem estava triste, com tudo isso, assim como todo o palácio.
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Com a morte de seu pai ele foi nomeado príncipe regente. Ele quis dizer Não, só queria seu pai de volta e seu avô recuperado, mas teve que ser forte para assumir o trono.

Um dia chegou um visitante, amigo de seu avô que já havia estado ali com um presente de Natal para ele, guardado em uma caixa. Nkem não sabia o que era Natal. Assim, os ensinamentos sobre esse dia especial, começaram a ser revelados para Nkem.
O viajante Amén, sempre mostrando a Nkem que havia um Rei verdadeiro, que era bondoso, que curava doentes, alimentava as pessoas, fazia justiças, ressuscitava os mortos e falava com ternura e sabedoria a todo o povo.

Nkem fazia questão de mostrar o poder do seu reino, das oferendas e riquezas em que estava acostumado a ter, sempre se vangloriando das suas tradições de ostentação, riqueza e poder.
Muitas coisas aconteceram no Palácio, a morte de seu avô querido, a tristeza, e a doença do seu povo. E Nkem , ao lado do visitante, com a ajuda dele e curioso para saber mais sobre O Natal, e o Rei de Amén, enfrentou tudo.
Aos poucos a história do Natal, foi tomando conta com simplicidade do seu coração. Até que um dia ele se deixou levar inteiramente pela Fé.

Os dias se passaram e Amén continuava ensinando Nkem sobre o amor de Deus que o proclamava a todo o seu povo do reino Bororo.
E Nkem comemorou o Natal!
Instigado, o visitante Amén, questionou a Nkem por que ele estava comemorando o Natal se esse havia passado há meses.
E Nkem o perguntou:
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“Será que Jesus Cristo não nasce para um pessoa no dia em que ela o aceita como seu Deus? É isso que eu e meu povo estamos comemorando: o nascimento de Jesus em nossa vida.”
E no meio de toda a festa e da nação, todos entoaram numa só voz: “Aleluia! Aleluia! Aleluia ao Rei dos reis!”
Assim o Natal no reino de Bororo foi comemorado sempre com grande alegria!

Livro: O Natal de Nkem
Autor: Sunday Ikechukwu Nkeechi
Ilustrador: Maurício Veneza
Editora: Paulinas
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Essa postagem é uma parceria com a Editora Paulinas!
Resenha: Teresinha Nolasco, mãe da Maria